sábado, 8 de janeiro de 2011

BMW





BMW

Tell me something. And i will forget.

Show me something. And i can remember.

Envolve me. And i will understand.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Fall 2010

Havia uma pedra no meio do caminho



Foto edson athayde
chapada diamantina 2


No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra

Carlos Drummond de Andrade
via
http://www.jornaldepoesia.jor.br/agportal.htm

Havia uma Pedra no meio do Caminho

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra

Carlos Drummond de Andrade
via
http://www.jornaldepoesia.jor.br/agportal.htm

ILUSTRAÇÃO



via
http://florsalvaje.blogspot.com/



http://luisleal-ilustracao.blogs.sapo.pt/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A MANHÃ E A NOITE

flagrantes da esalq 004.jpg

A MANHÃ E A NOITE


Era uma noite de tempestade

E descuidado eu passeava à beira do mar

Cismando em silêncio nas coisas do mundo.

O vento soprava forte e bravio.

Brancas de espuma as ondas rolavam

Rugindo ferozes nas trevas da noite.

E as águas do mar despedaçavam-se

Contra as muralhas da minha cidade.

A noite passou, veio a manhã do dia seguinte

E descuidado fui passear à beira do mar.

O ar era doce e o tempo de paz.

Soprava uma brisa vinda de longe

Suave carícia à flor da água

Serena e calma do mar sem fim.

E o sol radioso brilhava em glória

Sobre as muralhas da minha cidade



Poema galês, de Tradição Oral, do Século XVII, in “A Perfeita Harmonia , Poemas Celtas da Natureza”, Tradução de José Domingos Morais, Assírio & Alvim, Edição 0961, 2004, Lisboa.